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El Estadão / Moisés Naím e tradução de Claudia Bozzo
A maioria dos animais não come carne humana. No entanto, existem tigres, leões, leopardos, ursos e crocodilos que, depois de terem-na provado, a incorporam a sua dieta e caçam ativamente os humanos para comê-los. São os chamados de “devoradores de homens”. Depois de terem experimentado a carne humana, eles não podem parar de comê-la.
El Estadão / Moisés Naím e tradução de Claudia Bozzo
Em março de 1912, Yukio Ozaki, o prefeito de Tóquio, deu à cidade de Washington 3.020 cerejeiras. As mudas se adaptaram muito bem e se espalharam pela capital. Assim, há 107 anos, no início da primavera, essas cerejeiras florescem em um belo espetáculo.
El Estadão / Moisés Naím e tradução de Claudia Bozzo
Existem decisões que mudam o mundo. São aquelas que têm consequências difíceis de serem revertidas, transcendem fronteiras e afetam milhões de pessoas. Guerras são o exemplo óbvio. Elas geralmente são decididas por um líder ou por um reduzido grupo de políticos e militares. Às vezes, no entanto, são as sociedades que mudam o curso da história por meio de eleições ou referendos.
El Estadão / Moisés Naím e tradução de Claudia Bozzo
Por que nos odeiam? Este foi o título de capa da revista Newsweek, em outubro de 2001, poucos dias depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. O título se referia ao fato de que todos os tipos de terroristas envolvidos nos ataques eram muçulmanos, incentivados por um ódio visceral contra os Estados Unidos e o mundo ocidental.
El Estadão / Moisés Naím e tradução de Terezinha Martino
Em 2014 o então presidente dos EUA afirmou, com desdém, que “a Rússia é um poder regional que só ameaça alguns de seus vizinhos mais próximos e esta não é uma manifestação de força, mas de fraqueza”. Barack Obama tinha razão e, talvez por isso, Vladimir Putin nunca o tenha perdoado. O líder russo era espião da KGB quando a União Soviética constituía com os EUA uma das superpotências que projetavam sua força militar em qualquer parte do planeta.
El Estadão / Moisés Naím e tradução de Terezinha Martino
O governo da superpotência está parado. O de uma antiga superpotência, o Reino Unido, também está paralisado, depois de sofrer uma série de gols contra. Angela Merkel, que até pouco tempo era a líder europeia mais influente, se aposenta. Seu colega francês enfrenta uma convulsão social protagonizada pelos agora famosos “coletes amarelos”.
El Estadão / Moisés Naím e tradução de Terezinha Martino
Em 2018, foram completados 60 anos da transmissão de um episódio da série de western chamada Backtrack, na CBS, dos EUA. “O fim do mundo”, foi o título do episódio que narra a história de um charlatão que chega a um típico povoado do oeste longínquo e convoca a população para ouvir a urgente notícia que ele traz.
El Estadão / Moisés Naím e tradução de Roberto Muniz
Poucas atividades humanas despertam tantas paixões como religião e esporte. O catolicismoé uma das religiões que têm mais fiéis e o futebol é o esporte com o maior número de aficionados. O Vaticano lidera o catolicismo e a Fifaadministra esse esporte.
El Estadão / Moisés Naím e tradução de Claudia Bozzo
Na semana passada, duas entidades especializadas publicaram seus respectivos relatórios. Ambos são aquele tipo de textos substanciais que costumam ser enigmáticos, tediosos e de pouco interesse para o público em geral. Mas esses dois são uma exceção. Não por causa de sua elegância literária, mas por causa de suas conclusões.
El Estadão / Moisés Naím e tradução de Roberto Muniz
Donald Trump apostou na caravana e perdeu a Câmara dos Deputados. Enquanto o presidente usava todas as oportunidades eleitorais para alertar seus seguidores sobre a iminente invasão do país por uma caravana de refugiados centro-americanos, as mulheres americanas se organizavam para votar... em mulheres.
El Estadão / Moisés Naím e tradução de Terezinha Martino
Na próxima terça-feira milhões de americanos votarão em Donald Trump. Mais exatamente: não votarão no atual presidente, mas nos candidatos a senadores, deputados, governadores e legisladores locais que ele respalda. Mas não há dúvida de que estas eleições serão um referendo sobre Trump. Embora as pesquisas sinalizem que ele não se sairá tão bem como na eleição passada, o certo é que elas indicam que 40% do eleitorado o apoiam.
El Estadão / Moisés Naím e tradução de Roberto Muniz
Um já chegou ao poder e o outro parece que está para chegar. Andrés Manuel López Obrador (AMLO) será o próximo presidente do México e Jair Bolsonaro (Bolso) pode ser o do Brasil. O sucesso político desses dois líderes nos diz muito do mundo de hoje.
Suas diferenças são profundas e suas semelhanças, reveladoras. As origens, carreiras políticas, ideologias, estilos e propostas são radicalmente opostas. Obrador é de esquerda e Bolsonaro, de direita. O mexicano antagoniza os empresários, enquanto o brasileiro promete uma política econômica liberal. Bolsonaro também já declarou uma guerra sem trégua aos criminosos, enquanto López Obrador fala de uma anistia. Bolsonaro gosta dos militares e Obrador, dos sindicalistas.
El Estadão / Moisés Naím e tradução de Roberto Muniz
Que vai acontecer com o dinheiro? Até pouco tempo, a possibilidade de que notas e moedas se tornassem desnecessárias era tema de filmes e romances de ficção. Hoje, é não só uma realidade, mas provavelmente uma realidade iminente. De fato, em alguns países o dinheiro, como conhecemos até agora, já é cada vez menos utilizado. As velhas carteiras estão sendo substituídas por telefones inteligentes, e as notas e moedas pelos códigos binários das mensagens digitais.
El Estadão / Moisés Naím e tradução de Claudia Bozzo
O México não é a Venezuela e Andrés Manuel López Obrador não é Hugo Chávez. As diferenças são muitas e foram bem explicadas por diversos analistas. Mas isso não quer dizer que a experiência venezuelana dos últimos 20 anos não tenha contribuído para a nossa visão de como pode ser o México de Obrador.
El Estadão / Moisés Naím e tradução de Claudia Bozzo
A Crimeia não foi invadida pelo Exército russo. Foram grupos de civis armados que, em fevereiro de 2014, se insurgiram contra o governo ucraniano para “tornar sua região independente” e conseguir que ela fosse anexada à pátria russa. Esta é a versão dos meios de comunicação alinhados com o Kremlin.
Não importa que haja provas irrefutáveis de que os supostos patriotas que tomaram a Crimeia pelas armas eram, na realidade, efetivos militares russos que antes da invasão receberam ordens para remover todos os emblemas e identificações de seus uniformes, tanques e equipamentos militares.
El Estadão / Moisés Naím e tradução de Terezinha Martino
Enquanto o mundo vocifera, debatendo sobre socialismo, capitalismo, independentismo, populismo e outros “ismos”, os ladrões e os ignorantes vêm assumindo cada vez mais governos. Sempre houve ladrões e governantes incompetentes no poder. Mas hoje a delinquência de alguns chefes de Estado atingiu níveis dignos dos tiranos da antiguidade. E as consequências da ignorância daqueles que comandam aumentaram com a globalização, tecnologia, complexidade da sociedade e velocidade com que as coisas acontecem.
É normal que, em tempos de grandes mudanças, aumentem as contradições, confusões e perplexidades. O mundo se torna mais paradoxal. Entre os muitos paradoxos desses tempos, há dois que me chamaram a atenção.
Primeiro, por que os ditadores parecem estar apaixonados pela democracia? Em seu último relatório anual, a Freedom House conclui: “Em 2017, a democracia no mundo sofreu sua mais séria crise. Princípios fundamentais como eleições livres e justas, liberdade de imprensa e estado de direito estiveram sob ataque. No geral, 71 países sofreram um declínio nos direitos políticos e liberdades civis de seus cidadãos e apenas 35 mostraram progresso nesse campo.
El Estadão / Moisés Naím e tradução de Terezinha Martino
A banalidade de Nicolás Maduro só é superada por sua crueldade. Que a maldade pode ser banal isto já nos foi explicado por Hannah Arendt. Depois de assistir ao julgamento de Adolf Eichmann em 1961, ela escreveu que sua maior surpresa foi descobrir o quão banal era esse ser humano monstruoso. Eichmann foi um dos principais organizadores do Holocausto, quando foram assassinadas mais de 6 milhões de pessoas.
El Estadão / Moisés Naím e tradução de Terezinha Martino
“Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía recordaria aquela tarde distante em que seu pai o levou para conhecer o gelo.” Este é o primeiro parágrafo de Cem Anos de Solidão, romance de Gabriel García Márquez em que ele narra a vida dos poucos, mas fascinantes, moradores de Macondo, um povoado imaginário perdido nas selvas da Colômbia.
El Estadão / Moisés Naím e tradução de Roberto Muniz
Falta pouco para que o sr. entregue a presidência de Cuba a seu sucessor. Sua saída coincide com o final de minha missão como chefe de nossas operações clandestinas na Venezuela. Mas não escrevo para me despedir e comemorar nossas realizações.
Escrevo porque estou preocupado. A situação está insustentável e exige mudanças drásticas. O objetivo deste memorando é apresentar-lhe uma proposta que garanta a continuidade de nosso relacionamento com a Venezuela.